O que escrever?
Às vezes, nada vem à mente que se aproveite. Começo a pôr
palavras no papel, tentando que me mostrem um caminho. Mas as bandidas não
querem ajudar. Estão me deixando na mão.
Não querem estruturar uma sequência que valha a pena. Tenho
vontade de trucidá-las, mas, tenho receio de que se voltem contra mim e passem a
relatar fatos que não quero expor.
As palavras são perigosas, têm vida própria.
Peço:
- Vamos falar de alguém, poupem-me!
Mas, não me ouvem. Causam-me temor. Estão com vida própria.
Creio que terei que parar e guardar a folha na gaveta, para
que não possam correr para o papel.
Traidoras! Deveriam estar do meu lado. Continuando assim,
vou me munir de um dicionário e a cada uma delas, vou buscar uma desconhecida,
de preferência em desuso.
Elas que se cuidem.
maram

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