Chuva, luzes
refletidas no negro do asfalto, vultos que passam, sons de conversas e músicas
que mal entendo.
Eu, em busca
de algo que não sei. Algo que não está nos tragos, nos risos tolos, nem nos
amores comprados. Algo que se perdeu quando você se foi e me rompeu em dois: um
sonho, outro realidade.
A realidade
é a que encontro nos bares e nos corpos de mulheres que mal sei os nomes.
O sonho se
deita comigo. É o que não me deixa dormir ou me acorda de madrugada e sussurra
em meu ouvido:
- Idiota! Você a deixou partir por não dizer: Eu te amo.
Fica!
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