terça-feira, 19 de julho de 2011

Amar, o Mar...

Misturados à areia, nossos corpos, como conchas, se incrustam um no outro.  Em nossas bocas o salgado do mar e nos sexos a ardência de águas marinhas.
Como náufrago, me emaranho em teus cabelos, como se fossem algas, e me salvo agarrado as tuas formas prateadas de luar. No verde marinho dos teus olhos me acalmo e no doce balançar do amor me abandono.
Sinto-me desbravando destinos, motivado por tuas palavras e gemidos. Sussurro em teu ouvido que te amo e teu riso de alegria se mistura ao marulhar das ondas.
Não sei se são tuas mãos ou as espumas que acariciam meus desejos. As estrelas piscam em conluio e a lua nos sorri com sua boca escancarada.
O vento arrastando as palavras do mar no seu conversar com a terra, indo e vindo, nos diz: amar, o mar, amar, o mar, amar... As palmeiras, aprovando esse murmurar, acenam a sua concordância.
Fecho os olhos e te aperto mais e mais junto ao peito e me sinto dono da imensidão. Sou rocha em terra firme.
O mar continua no seu beijar a terra e o vento a trazer a cantiga dessa união: amar, o mar, amar, o mar, amar ....

Nenhum comentário:

Postar um comentário