quarta-feira, 16 de março de 2011

De Pinto Pra Fora

Esta estória aconteceu com um casal de amigos quando começaram a namorar. Para não expô-los troquei os nomes.
Era a década de 60 dos conceitos morais arraigados. Ainda não haviam sido quebrados muitos tabus.  Quando da ida a praia os calções e maiôs eram comportadíssimos, principalmente na Praia Grande no litoral paulista.
Maurício era namorado de Beth. Um sujeito magro, alto e desengonçado. Usava cabelos cumpridos, como os Beatles, e se vestia do mesmo modo.
Beth, baixinha, linda e acanhada. Acanhada por fora, pois, por dentro, apesar de sua inocência, tinha um fogo. Havia conhecido o Maurício, há pouco tempo.
A sua irmã Maria, tinha um namorado bonitão e atleta, Jomas.  Era muito bom nadador, tanto que competia.
Quando a família ia à praia, Jomas para se mostrar, nadava além da rebentação. Gritava por sua irmã, além de chamar a atenção de todos, tirava o calção e o girava no ar, acima da cabeça.
Maria gritava:
- Mãe, Beth veja o Jomas.  Ele tirou o calção e esta agitando, no meio do mar. Não é o máximo?
Sua mãe ficava indignada. Seu pai resmungava que era uma pouca vergonha.
Maria ficava cutucando Beth, que seu namorado era lindo, atleta e que fazia aquilo, só para se mostrar a ela, enquanto que o seu era um babacão e não tinha coragem de fazê-lo.
Beth ficava mordida.  Queria que Maurício fizesse o mesmo, fora que lhe dava um imenso tesão pensar que ele estaria sem nada por debaixo da água.
Numa das vezes em que foi com o pai, a irmã e o namorado Mauricio à praia, Beth insistiu com o namorado que fizesse o mesmo que Jomas.
Ele dizia que não dava, pois, não sabia nadar muito bem.  Ela insistia, não precisava ir muito longe.
Por dentro, queria mostrar a sua irmã que  seu namorado também era capaz, fora o fato de imaginá-lo nu.
De tanto insistir ele acabou concordando.
- Fica olhando Beth, estou indo.
Beth ficou assanhada e começou a pular e a gritar:
- Mãe, Maria, Pai olhem o Maurício veja o que vai fazer.
Maurício correu para água, alto desengonçado e brancão, pois não tomava sol, cabelos ao vento. Parecia uma garça em direção ao mar. Jogou-se na água. Após algumas braçadas desconexas, espirrando água para os lados, levantou-se. A água batia acima do umbigo. Tirou o calção e começo a girar no espaço.
E Beth agitada, gritava:
- Olha gente, olha o Maurício.
Era tanta a gritaria e o agito que todo mundo começou a olhar.
Ocorre que o ponto que havia alcançado não era fundo e bastou o primeiro retorno mais forte das ondas, e como ele era alto, a água acabou voltando para altura do joelho, e assim, ficou com as coisas para fora e com o pinguelão balançando.
Sua irmã começou a rir, sua mãe tampava o rosto, seu pai fechou a cara. Todo mundo olhava e ria.
Beth não conseguia gritar, sua voz ficou parada na garganta. Agitava as mãos para ele, que não parava de girar o calção no ar acreditando que estava agradando.
Quando sua voz saiu, ela gritou:
- MAURÍCIO, VOCÊ ESTÁ COM O PINTO PRA FORA !!!
Gargalhada geral. Sua mãe ficou corada e exclamou:
- Uma moça não diz isso.
Imaginem a cena, quando ele se deu conta, tentando colocar o calção dentro da água. Agarrava, não entrava. Caia sentado na água. Levantava, caia.
Pior ainda, a cara dele saindo da água, aquentando a gozação de todos e ter que encarar a família da garota, principalmente o sogro, em sua primeira ida juntos a praia.
Pois é, a parte final deixo para imaginação de vocês.
OBS.: Não vale rir. 

NB.: Ele me disse que se fosse um bom nadador teria ido a nado até a costa da África, de vergonha.

3 comentários:

  1. KKKKKKKKKKKKKKKK d+ e eles casaram afina?

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  2. kkkkkk, adorei..
    Bom, já que até agora nunca escrevi nenhum conto , nenhum livro, pelo menos, me tornei personagem de um....

    Gostei...kkkk
    Abraços

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  3. Essa história está ficando famooosa, hein?

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