segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dúvida

A campainha tocou. Era o Tato que viera buscá-la. Há seis meses não se encontram. Desde que ele fora para o exterior fazer a pós. Só se falam via skype.
Abraços e beijo e entram no taxi.
Esta louca por ele. Senta-se em seu colo, de frente, com as penas abertas.
Dá-lhe um beijo de língua, correndo sua mão pela nuca. Sente a pressão do seu pau junto à vagina e mais aperta seu corpo ao dele.
Não vê a hora de tê-lo dentro de si. Sentir-se tomada,doida, desesperada pelo gozo.
Ele desabotoa seu vestido, que tem toda a frente em botões. Está sem soutiens. Ele chupa seus seios, lambe seu pescoço, morde seu ombro e sua boca. Brinca com seu mamilos. A sua mão, por dentro da calcinha, acaricia e depois pressiona fortemente sua bunda em direção ao seu corpo.
Bebel não resiste e abaixa o zíper da calça de Deca, tira seu pau para fora. Ele está a toda. Puxa sua calcinha de lado e o põem dentro de si. Está molhada.
No balanço do carro, não se importando com o motorista, se mexem, gemem, gritam, pedem mais, até que gritam de prazer. Ela se sente inundada.
Fraca, tonta, sai do seu colo e se larga no banco do carro. Trata de abotoar o vestido. Nota pelo espelho retrovisor o olhar de desejo do motorista. Arruma a calcinha e se aconchega no ombro de Deca.
                                                --ooo00ooo--
Naquela manhã sua irmã gritou:
- Tato é a Bebel ao telefone.
- Oi!
- Você chegou de viagem e não me ligou. – reclamou ela.
- Amor, cheguei muito tarde. O vôo atrasou. Acordei não tem muito tempo. Já ia te ligar.
- Deca tem a festa da Cláudia. Vai ser no clube. Passa em casa e me pega. Estou louca para te encontrar.
- Vou de taxi. Estou sem carro, alguém depois nos trás.
Bebel é sua namorada há sete anos. Era uma das garotas mais bonita e gostosa do colégio. Alegre, carinhosa. Um avião na cama.
Ele se formou no ano passado em engenharia e ela se forma no próximo em marketing.
Bebel chorou quando soube que ele iria fazer pós no exterior. Iriam ficar longe.
- Vamos nos casar e viajar juntos. – ela propôs.
Deca lembrou as palavras de seu pai:
- Você vai fazer pós. Quando terminar e estiver trabalhando pensa em casar. Agora aproveite a vida, mas não seja idiota de se amarrar e menos ainda de engravidar alguém. Caso você faça essa besteira, adeus tua pós. Nesse caso só te resta casar e trabalhar.
Seu sonho sempre fora se forma e fazer pós no exterior, como fizera o seu pai. Viajou só, prometendo não esquecê-la.
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Deca estava aturdido. Fora um sexo louco. Mas, daquela forma ? Desesperado, sem preâmbulos, sem nenhuma vergonha, com o motorista do taxi tudo observando! Não era comum dela.
Será em função do tempo que não nos vemos ?
Meu Deus, nós nunca fizemos sexo sem camisinha!  E se ela engravidar ?
Meu pai me mata. Adeus minha pós.
Será que é isso que ela quer? Deseja que eu não volte ou volte levando-a junto?  Ou terá sido simples desejo?
Enquanto seus pensamentos rolam, eles chegam à festa.

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