terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Vizinha Gostosa

Meu nome é Ernesto. Tenho 56 anos, sou carioca, casado e  aposentado do governo.   A Dona Patroa tem 53 anos. Moro em Copacabana há 32 anos.
Diariamente dou uma caminhada na praia, uns alongamentos e jogo uma peladinha com os amigos.  Tento manter a forma.  Para minha idade estou muito bem. Tenho um bom físico.  As menininhas gostam do meu corpo e do tufo de pelos brancos no peito.
- Aí tio.  O coroa não quer que eu faça um cafuné nesses pelinhos ?
Fico orgulhoso, mas, tenho que me manter.  São filhas, amigas, netas de conhecidos.
Até pouco tempo atrás não precisava correr atrás de mulher, pois, a Dona Patroa dava pro gasto.  Era de uma a três vezes por semana.
Como a nossa filha mora em Araçariguama, com sua família, temos o apartamento só pra nós. Não tinha lugar, nem hora e muito menos posição para fazermos amor.
Mas a Dona Patroa começou a esfriar no sexo e no dia a dia a viver com calores. Diz que é a menopausa.  O duro é que não tou aquentando a secura
É só de vez em quando e de fianco.
À tarde, às vezes, vou jogar um dominó na praça ao lado do prédio.
Durante uma das partidas o meu vizinho Pedrão me disse:
- Ernesto mudou um mulherão pro quarto andar do prédio.  É uma morenaça de fechar o comércio.
Não a tinha visto, mas, em determinada tarde em que eu pegava o elevador a encontrei.
A imagem era de uma deusa. Cabelos morenos ondulados, um corpo cheio de curvas, seios saindo pelo decote, pernas bem torneadas.  Uma senhora mulher dentro de um vestido curto branco, agarrado ao corpo, ressaltando a sua pela morena em contraste com o tecido. Calçava um sapato com salto bem alto.  A bunda ficava empinada. E que bunda!
Não usava soutien.  Dava pra notar o contorno dos seios e a ponta dos bicos. Usava uma calcinha minúscula que marcava sob o tecido claro do vestido. Um verdadeiro tesão.
Segurei a porta do elevador.
- Olá, você é a nova moradora do quarto andar? Eu sou o Ernesto do sexto.
- Sou.  Eu já havia notado o senhor algumas vezes que saí.  Inclusive na praia fazendo ginástica e jogando bola.  O senhor é um atleta.
- Imagine, só estou tratando de manter a forma.
Acabamos nos encontrando outras vezes.  E ela sempre gostosa.
Acabei observando que ela chegava sempre em determinado horário.  Passei a estar por perto do elevador nesses momentos.
Conversinhas, sorrisos, leves toques de mão. E o olhar.  Ela estava gostando de mim. Eu sentia. E eu com um baita tesão por ela.
- Pedrão, ela é gostossíssima e está gamada em mim.
- Oh Ernesto. Conta outra. Tua não tá com toda essa bola. 
- Tu vai ver. Ela vai cair na minha rede. Vou comer essa mulher.
O Pedrão e outros gozaram da minha cara.
Passou um tempo nesse vai e vem, até que um dia não resisti e taquei um beijo na boca, no elevador, enquanto passava a mão pelos seios.
-Seu Ernesto, assim não dá.  Que tal o senhor passar no meu apartamento as quatro? Não estarei trabalhando.
Na hora, disse a Dona Patroa que tinha assuntos a resolver da minha aposentadoria.
Tomei um banho. Coloquei cueca nova. Perfumei. Até uma azulzinha eu tomei para não dar chabú na hora H. Sorrateiramente fui.
Abriu a porta vestindo um baby doll branco e transparente, tendo por baixo um shortinho.  Seus seios empinados apontavam para mim, suas curvas se mostravam em toda a plenitude.  O cabelo solto a fazia mais sensual.
Não resisti, taquei-lhe um beijo em que nossas bocas, nossas línguas se transformaram em uma só.
A carreguei no colo até o quarto. Tirou a parte superior do baby doll. Beijei seu pescoço, seus seios, seu umbigo.
Arranquei o short. Puxei sua calcinha, quando, oops.
-Que isso? Você é homem?
-Por fora sou homem, mas, por dentro sou mulher e estou louca por você.
-Cai fora.  Eu sou é homem e gosto de mulher!
-Mas eu tenho alma e coração de mulher.  Eu quero ser todinha sua.
- Cai fora, eu sou é homem
- Vai me dizer que tu nunca se tocou? Não notou nada de diferente?
-Não. Não notei.  Tu inclusive tava com a coisa dura.
-Claro, pois, estou com um enorme tesão por ti.
Saí afivelando o cinto e batendo a porta.
Agora estou aqui na frente do espelho, pensando:  beijei um homem, passei a mão em um bilau.
-Eu sou é homem! Eu sou é homem!
O que vai pensar o pessoal da praia, do dominó?
Já escovei os dentes, lavei a boca e as mãos.
-Eu sou é homem!
-Arnesto, você já voltou? Arnestinho meu amor vem pra cama, vem.
É a Dona Patroa.  Quando ela fala assim é porque está a fim de brincadeira.
Não é nenhum mulherão, mas, é mulher. Vamos lá, porque eu sou é homem e gosto de mulher.



Um comentário:

  1. Ta certo amigo o negocio é mulher viado não. Gostei da sua opinião.

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