sexta-feira, 1 de abril de 2011

Swing

- Arnaldo, vamos participar de um Swing ?
- Marisa, o que é isso ?
- É uma troca de casais.
- Que loucura e essa?
- Você não diz que tá a fim de fazer sexo com outras pessoas?
- Tudo bem eu falo isso na hora da metida, só pra dar tesão. Daí a aconter é outra coisa.
- Os casais modernos fazem Swing. É bom para esquentar o relacionamento. A Anita do escritório, ela participa com o marido.
- A Anita !!!
Sua boca se encheu de água. É uma morena mignonzinho por quem tem um enorme tesão. Corpo bem formado, peitinhos empinados. Vive sonhando com ela enquanto mete com a mulher.
- A Laura também participa com o marido.
- A Laura do RH ?
- Sim.
Aquilo é um mulherão pra ninguém botar defeito. Loira, peitudo. Usa uns decotes, que pelo amor de Deus. E tem uma bunda. Uma bunda, não, uma linda lordose.
Passou a semana com aquilo na cabeça. Sonhando ter as duas ao mesmo tempo. A relação com a Marisa até esquentou aquela semana por conta da libido acessa. Parece que do lado dela acontecia a mesma coisa. Durante o sexo só falavam de um e o outros com outra pessoa, juntos com mais gente. Os dois estavam pegando fogo.
Chegou a 6ª feira e a sua mulher disse:
- A Laura perguntou se nos queremos ir hoje ? Caso concordemos nos dá o endereço e a senha.
- Onde é ?
- Pelo que entendi, é um casal que tem um apartamento enorme, em um bairro chique, e gosta de fazer este tipo de coisa com amigos. Vamos ?
Embalado pelo desejo da Anita e da Laura, topou:
- Eu vou, mas se o negócio não estiver legal, nos caímos fora.
Às oito da noite, conforme o combinado, estavam no endereço. Era um prédio chique nos Jardins.  Pediram ao porteiro para informar que estavam ali e deram a palavra senha.
Ao entrarem, foram levados a uma saleta, onde tiraram a roupa e colocaram um roupão
Entraram em uma enorme sala. Havia uns dez ou quinze casais pelos cantos, sentados em sofás, todos de roupão.
Encontraram a Anita com o marido.
- Marisa, você veio, quem bom. Este é o Antunes meu marido. Oi, Arnaldo.
O Arnaldo já começou a se ajeitar ao lado da Anita, mas ela disse:
- A coisa funciona da seguinte forma. As oito e meia eles fecham a porta e ninguém mais entra. É diminuída a luz e cada um vai com quem quiser, homem, mulher. Pode ir até com a própria mulher, mas, não tem graça –  diz com uma risadinha – Olha a Laura aí com o marido.
O Arnaldo já estava ficando com a coisa dura. Foram feitas as apresentações e todos ficaram espalhados pelos cantos.
Quando deu o horário, as luzes foram diminuídas.
O Arnaldo largou sua mulher, atravessou a sala em direção a Anita, mas, quando chegou, um casal a estava agarrando. Virou-se rapidamente, procurando a Laura.
Havia duas mulheres com ela. Uma saboreando-a do equador para cima e outra para baixo.  Quando se aproximou, disseram que não queriam homem.
Olhou para sala. Por todos os lados era uma profusão de bundas, seios, pernas, braços e gemidos. Todos estavam ocupados.
Viu sua mulher com as pernas para o alto e dois homens sob ela.
Em um canto, ao lado, viu dois homens juntos.
-Que absurdo, estão se beijando!
De repente sentiu alguém passando a mão em sua bunda. Olhou para trás e viu um loiro atlético que lhe disse:
-Amor, vamos brincar?
- Sai prá lá.
Lembrou-se da música dos Mamonas: “já me passaram a mão na bunda e ainda não comi ninguém”.
Não teve dúvida, dirigiu-se para o interruptor, acendeu as luzes e berrou:
- MARISA, VAMBORA.


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