quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A Morena

A irmã da namorada do seu amigo era um avião. Uma morena de olhos castanhos, cabelos lisos, sedosos, pele bonita. Como se dizia, tratada a leite de aveia. Um sorriso maroto e um olhar malicioso. Tinha um corpo roliço, sem ser gorda. Os seios explodiam nas blusas e vestidos que usava. Era proposital.
Seu andar era pura provocação. Ela espirava desejo.
Por várias vezes flertaram. Mas tinha namorado e por respeito a seu amigo e aos irmãos dela, que eram seus amigos também, tomava cuidado.
De repente, acabou sabendo que tinha desmanchado.  Como haveria um churrasco na casa de conhecido, daí a uma semana, se preparou para falar.
No dia, a filha da mãe apareceu com um sujeito a tiracolo. E propositalmente lhe fazia pirraça. No final da festa, não agüentou e a puxou pelo braço perguntando se iria a balada no dia seguinte e se gostaria de ir com ele. Confirmou maliciosamente que sim e lá se encontrariam.
Foi uma grande preparação. Banho tomado. Veste uma calça, tira, coloca outra. Experimenta uma camisa. Não fica bem, põe outra. Ou seja uma longa preparação. Dente escovado, gel no cabelo, perfume. Outro olhar no espelho e vamos lá.
A morena estava com um vestido vermelho. Marcava a cintura. O botão de cima faltava um nada só para se soltar. Um tesão.
Começaram a dançar. Que delicia a maciez do seu corpo. O cabelo parecia ter saído de uma tarde na cabeleireira. E aquele perfume gostoso no pescoço.
Quando dançava ela enfiava sua perna no meio da dele e o pressionava. Eles ficavam parados no lugar só fazendo o balanço da música para sentirem o contato. Estavam pegando fogo. Precisavam encontrar um canto para que não os vissem.
Lá se foram. Sua mão subia pela perna levantando a saia. Sua língua corria pelo pescoço e orelha. A outra mão desabotoava o vestido. Os lábios se tocaram. Enviou sua língua na boca.
CACETE, QUE MAU HÁLITO.


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