terça-feira, 28 de dezembro de 2010

A Prisão

 

Olhou a janela gradeada e viu um céu azul, maravilhoso, claro. Notou um pássaro ao fundo.
Queria ser livre como ele. 
Aproximou-se da janela e viu as pessoas caminhando, crianças correndo, um sol amarelo dando cor e vida a tudo.
E ele ali preso, encarcerado.
Queria viver. Precisava estar liberto.
Queria sentir o prazer da amizade, do amor, do ir e vir. Queria pessoas. Mas, como se libertar se a chave estava perdida dentro de si?
As trancas eram os seus temores, as angustias. A dificuldade de olhar nos olhos, de se relacionar, de se entregar.
Esperava o libertador.
O que de nada adiantaria, pois, estava prisioneiro das quatro paredes em que vivia e do carcereiro que era ele mesmo.

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