terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Tonteria

Lupita é uma espanholita, baixinha e basca.
Todos os atributos para ser uma mulher brava.
Dizem que as baixinhas são impossíveis.  Espanhola e basca, terra da ETA, deve ser um terror.
É enérgica, mas tem um olhar de bondade.
Seus olhos azuis espelham paz.  Seu sorriso, suas palavras são alentos.
Quando lhe digo algo, dentro dos meus desânimos, responde:
- Tonteria. No digas tonterias (Bobagem. Não digas bobagens).
E lá vêm ela com suas palavras sábias, estimulantes.
Gosto, quando ri das próprias tonterias que faz, e que conta em tom de confidência.
É daquelas amigas que não se tem a todo o momento presente, mas, sim, nas lembranças e nos sentimentos ou telefonemas esporádicos.
Parodiando Chaplin: É uma pessoa que nunca nos deixa só, pois, deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Não se pode repreendê-la pela ausência, pois, divide sua vida, atendendo os que mais necessitam de sua ajuda.
É uma alquimista preparando suas poções, seus Florais, para atenuar as dores e os sofrimentos dos outros.
Mal sabe ela, que os ingredientes mais importantes nas suas fórmulas, são sua alegria e bondade.
Ela é daquelas que nos faz acreditar que há pessoas que vem a vida para fazê-la melhor. Pessoas que marcam sua passagem com boas ações, palavras e sentimentos.
Lupita no digas tonterias e vê se aparece de vez em quando.
Necessitamos dos seus ingredientes.

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