quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Brasileiro

 
Qual a tua cor?
Branca, negra, amarela ou zulu?

E o teu cabelo?
É liso, loiro, castanho, pixaim ou pintado de azul?

Da onde és?
Do norte, nordeste, centro-oeste ou do sul?
O que importa ? Que diferença faz?

Eu sou é Brasileiro.
Sou bravo, sou forte,
Sou filho de um monte
De raça e de cor.

Nasci em algum ponto,
Se não de corpo, de alma,
Do Oiapoque ao Chuí.
Onde tem vales, rios, montanhas,
Florestas, caatingas e palmeiras.
Onde canta o sabiá.
Muitas aves que aqui gorjeiam,
Meus amigos, nem pensem,
Elas não existem por lá.

Aqui se murmura poesia, se grita polícia
E se canta o verbo amar.
As mulheres são faceiras
Os homens têm muita malícia
E quando na praia,
Banham-se nas ondas do verde mar.

A garota de Ipanema.
É a coisa mais linda
Que caminha na Paulista,
Refresca-se no Amazonas,
Pelos pampas se vai.
Por último foi vista
No Abaeté a nadar.

Brasileiros nós somos.
Somos um pouco de portugueses,
Italianos e franceses.
Gostamos de paelha, sushi e acarajé.
Nossa comida tem tucupi,
Dendê, tutu e feijoada.
Picanha, steak e carré,
Carne boa e nobre.
Tem feijão com arroz
Na mesa do rico e do pobre.

Temos frutas variadas
Pra se comer e chupar.
Manga rosa, sapoti juá,
Morango , abacaxi,
Limão e maracujá.
Caso queira,
Como batida se podem tomar.

Falamos com sotaque
Nordestino, japonês,
Carioca, baiano,
Gaucho, mineiro,
Napolitano e muita coisa em inglês.

Nosso brado às margens do Ipiranga,
Tocantins, Guaíba ou
São Francisco, rio mar.
Nas baias da Guanabara,
De Todos os Santos e terreiros,
Espraia-se por esse
Brasil, brasileiro,
Terra do afoxé, rap e pandeiro.

Somos Brasileiros
Como a bossa nova,
O maxixe, forró e o reisado
A jovem guarda, o carnaval e o samba.
Seja ele do antigo ou do novo
Ou de um crioulo doido.

Doido como estas letras,
Que são um devaneio,
Sem pé nem cabeça,
Métrica ou rima,
Mas, mostrando a grandeza
De ser Brasileiro.


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